Este post traz os principais resultados que eu e o professor Tony (UFPR) encontramos na pesquisa que realizamos sobre o mapeamento da precipitação média mensal, sazonal e anual para o estado do Paraná.
Introdução
Recentemente defendi minha tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná, intitulada “DISTRIBUIÇÃO DE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA MÉDIA NA REGIÃO DA SERRA DO MAR DE SANTA CATARINA E SUA RELAÇÃO COM A OROGRAFIA”. Apesar de o tema da tese não estar relacionado com o presente artigo, gostaria de esclarecer com base nisso a minha relação com a temática. Pesquiso na área de climatologia desde 2011. O professor Tony faz parte do corpo docente do PPGGEO e ministra uma disciplina muito interessante: QUALIDADE DA INFORMAÇÃO EM DADOS GEOESPACIAIS E MODELOS INTERPOLADOS. Com base nessa disciplina surgiu a ideia do artigo.
Foi um estudo que exigiu muitas horas trabalhando com planilhas, com os dados de precipitação da ANA, estatísticas, enfim, foi uma pesquisa bem minuciosa. Que resultou na publicação de três trabalhos: o primeiro sobre a análise estatística dos dados, o segundo sobre a caracterização dos períodos em normal, seco e chuvoso, e o terceiro sobre o mapeamento da precipitação média para o estado do Paraná.
Principais resultados
Detalhes sobre metodologia, etc. basta clicar nos ícones dos artigos disponíveis nas referências no final do texto. Irei apresentar aqui apenas os principais resultados como forma de divulgação do trabalho. Mas destaco que para o mapeamento foram utilizados mais de 400 pluviômetros disponíveis no site da ANA, com até 10% de falhas na série histórica, e com séries superiores a 30 anos.
- A precipitação média para o Paraná é de 1.682,7 mm;
- Janeiro é o mês mais chuvoso (194,8 mm);
- Agosto é o mês mais seco (75,6 mm);
- Foram testados os modelos de semivariograma esférico, exponencial e gaussiano, e o GAUSSIANO apresentou os melhores resultados, sendo utilizado em 47% dos mapas;
- Em relação ao alcance espacial das estações, nos meses de verão e de transição com esta estação do ano é que foram encontrados os menores valores;
- Na região da Serra do Mar o alcance espacial das estações foi bem inferior ao restante do Estado;
- As análises mostraram que nos períodos mais chuvosos e principalmente próximos a barreiras orográficas os problemas no processo de interpolação se acentuam. O que torna o mapeamento da precipitação para a região serrana e do litoral do Paraná, nos meses mais chuvosos, relativamente complexo.
Abaixo disponibilizo as principais figuras que se encontram no artigo, que vale a pena conferir na íntegra, boa leitura!
(Clique sobre as imagens para visualizar melhor)






Acesso esse link para saber mais sobre as características climáticas de Paranaguá.
Lucas Roberto Martins Witt
09/02/2021 — 05:46
Vc sabe o porquê de estar chovendo menos no mundo inteiro? E sabe que existe correlação com os ciclos solares e os índices pluviométricos? Pois é, quase ninguém sabe.
O Sol está ficando frio. O Sol tem alguns ciclos enfim é bem complexo de explicar e mesmo que eu explique ninguém vai ler… A questão é que o Sol está frio e permanecerá frio, com atividade baixa, por uns 3 anos tranquilamente, é fácil ´´prever“ devido o acompanhamento das manchas solares. E exatamente agora estamos em um ciclo longo de pouca atividade do Sol, ou seja, se o Sol não esquenta como antes, então não evapora tanta agua e se não evapora agua não chove. Quero ver a cara dos ativistas quando as temperaturas começarem a diminuir nos próximos anos termos temperaturas mínimas em ´´pleno“ aquecimento global. São uma cambada de filhos da puta.
Saiba de uma coisa, teremos estiagem pelos próximos anos, pouca chuva onde costumava chover e muitas temperaturas baixas records onde costuma se ter temperaturas baixas devido a diminuição da atividade solar. Se chove pouco as arvores ficam secas, se fica seco dá queimada, então veremos bastante queimadas na Amazônia nos próximos anos e isso não tem a ver com aquecimento global, pois como pode ser visto o Sol está com sua atividade muito baixa.
Pois é, mas isso vc nunca viu ou ouviu em lugar nenhum.
Se quiser pesquisar a respeito:
´´Ciclos de aquecimento e resfriamento climático – O tempo“
´´OS CICLOS SOLARES E SUA INFLUÊNCIA NO REGIME DE CHUVAS“
´´ESTUDO DAS CORRELAÇÕES ENTRE A ATIVIDADE SOLAR E PROCESSOS ATMOSFÉRICOS“
Yara de Mello
22/02/2021 — 10:20
Obrigada pela contribuição Lucas. Vou dar uma lida nas suas dicas. Estudei os ciclos solares de Milankovitch em uma disciplina de climatologia e realmente acredito nisso.
Mas também acredito que o ser humano consegue influenciar no clima, principalmente em escalas menores. É possível notar essas questões comparando, por exemplo, a temperatura nas cidades e nas áreas rurais. Maior aquecimento gera maior evaporação, formação de nuvens e tempestades. O aumento nos eventos extremos de precipitação no sul do país já é evidenciado pelos dados históricos, dê uma olhada nesse gráfico com dados desde 1889:
https://i2.wp.com/geokiriri.com/wp-content/uploads/2017/08/1_precipitacao_total-schmalz.jpg
Boas leituras e até mais.