O que motivou essa pesquisa foram as intervenções recentes que vem ocorrendo nos Campos do Quiriri com o uso de veículos 4X4 por “empresas de turismo” que estão comercializando passeios pelos campos. Lembrando que se trata de uma região inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), especificamente a APA Quiriri, e possui um zoneamento municipal restrito, categorizado como ARPA-mn (Área Rural de Proteção dos Mananciais).

Localização da área em relação ao município de Garuva e a APA Quiriri e demais APAs adjacentes.

Além disso, conforme mapa a seguir, a área impactada está parcialmente inserida na bacia hidrográfica do rio Cubatão, especificamente na sub-bacia de seu principal afluente, o rio Quiriri, interferindo em áreas à jusante protegidas pela APA Serra Dona Francisca no município de Joinville. Ademais, o fornecimento público de água advindo do rio Cubatão corresponde a mais de 70 % do montante de Joinville, ou seja, é uma área sensível quanto aos recursos hídricos, sem mencionar a biodiversidade local.

Localização da área em relação a Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão.

Para a análise geoespacial foram utilizadas diversas bases cartográficas, sendo elas: imagens de satélite disponibilizadas no programa Google Earth Pro (GEP); imagens de satélite Landsat (resolução de 30 m); imagens de satélite Sentinel-2 (resolução de 10 m); imagens de satélite PlanetScope (resolução 3 m); ortofotos dos levantamentos aerofotogramétricos do Governo do Estado de Santa Catarina para os anos de 1957, 1978 e 2010; cartas topográficas do IBGE; e dados de altimetria e hidrografia disponibilizados no Sistema de Informações Geográficas de Santa Catarina (SIGSC).

O mapa a seguir mostra a área de interesse, onde estão os trajetos que vêm sendo utilizados pelos veículos 4×4. Os acessos foram categorizados em: a) acesso preexistente; b) acesso (reabertura recente).

Para a análise geoespacial foram utilizadas diversas bases cartográficas, sendo elas: imagens de satélite disponibilizadas no programa Google Earth Pro (GEP); imagens de satélite Landsat (resolução de 30 m); imagens de satélite Sentinel-2 (resolução de 10 m); imagens de satélite PlanetScope (resolução 3 m); ortofotos dos levantamentos aerofotogramétricos do Governo do Estado de Santa Catarina para os anos de 1957, 1978 e 2010; cartas topográficas do IBGE; e dados de altimetria e hidrografia disponibilizados no Sistema de Informações Geográficas de Santa Catarina (SIGSC).

O mapa a seguir mostra a área de interesse, onde estão os trajetos que vêm sendo utilizados pelos veículos 4×4. Os acessos foram categorizados em: a) acesso preexistente; b) acesso (reabertura recente).

Com base na análise histórica do conjunto de dados PlanetScope observou-se que a abertura do caminho para veículos até as proximidades do Rancho Sales, em um morro com altitude aproximada de 1.200 metros (conhecido como Morro 6 de Julho), ocorreu em junho de 2024. Já as intervenções até o Mirante Quiriri vêm ocorrendo desde o inverno de 2022.

Os acessos recentes possuem uma extensão de aproximadamente 4,1 km, percorrendo áreas biologicamente sensíveis de campos de altitude e matas nebulares.

Conforme mapeamento hidrográfico, para acessar o Mirante Quiriri os veículos passam sobre o leito de 2 cursos d’água, além de 3 áreas sensíveis de APP de nascente. Pertencentes tanto a bacia do rio Quiriri quanto do rio Bracinho. Para acessar o Rancho Sales os veículos passam pelo leito de 6 cursos d’água, além de 4 áreas sensíveis de APP de nascente. Pertencentes a bacia do rio Quiriri e Pirabeiraba. Destaca-se que a projeção da Área de Preservação Permanente (APP) para os cursos hídricos é de 30 metros e para as nascentes de 50 metros.  

Acessos utilizados pelos veículos 4X4 em relação a hidrografia.